A Casa Ramos Pinto, fundada em 1880 por Adriano Ramos Pinto, destacou-se desde o início pelo espírito inovador e visão empreendedora. Apostou fortemente na exportação direta para o Brasil e ficou célebre pela forma criativa de comunicar, recorrendo a cartazes artísticos de estilo Belle Époque que ainda hoje fazem parte do seu património cultural. Esta combinação de ousadia comercial e estética refinada rapidamente a tornou numa das casas de vinho mais reconhecidas.
Com quatro quintas no Douro — Bom Retiro, Urtiga, Bons Ares e Ervamoira — a Ramos Pinto sempre valorizou o controlo direto sobre as suas vinhas, garantindo qualidade desde a poda até à colheita. Foi pioneira em estudos enológicos que levaram à seleção das cinco castas de referência do Douro e na introdução de práticas modernas como as vinhas em patamares verticais e a mecanização. Essa abordagem equilibrada entre tradição e inovação consolidou a sua reputação como uma das produtoras mais consistentes da região.
Em 1990, a empresa integrou-se no prestigiado grupo Louis Roederer, mantendo no entanto a sua autonomia e identidade própria. Hoje, Ramos Pinto é sinónimo de vinhos do Porto e Douro de excelência, mas também de cultura e história, visível nas suas coleções de cartazes e museus em Vila Nova de Gaia e na Quinta de Ervamoira. Uma casa que une legado, modernidade e uma forte ligação ao património artístico e vinícola português.
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